• Vera Regina Meinhard

O Extraordinário conto do Planeta JOVER GUERHARD

Atualizado: 13 de out. de 2021



Fica difícil saber quem protagonizou o convite. No entanto, sentíamos nitidamente que ao embarcar naquela viagem, algo muito especial acontecia. Acredito que nossas almas se convidaram e nossos intelectos acompanharam. Caminhamos lado a lado, evitando que nossa vulnerabilidade nos afogasse em nossos medos.


A primeira etapa da viagem, é uma dança suave, perfeita para desarmar qualquer muralha. Criando a consciência de que somos sim capazes de lidar com o diferente. Uma forma de preparação para desembarcar no novo planeta com nossas almas nos guiando. Fomos pessoas conjuntamente incentivadas a fazer a gestão dos medos. Optamos por abandonar a ilusão de controlá-los, deixamos de limitar nossa existência.


Foi como tomar pequenas doses de um remédio para despertar em nós o sentimento da consciência.

Eram coisas que andavam pelo cérebro, das quais tínhamos plena certeza de ter o controle. Nossa vontade de explorar um novo universo, fez tudo saltar do cérebro e ir direto para o coração.

Conexão Genuína

Desfrutamos de uma conexão incrível entre nosso mental e sentimental. Nenhuma versão da verdade era mais predominante. Ninguém dominava ninguém. Tornamo-nos capazes de criar um espaço onde diferentes possibilidades de ser e estar podem conviver e se apreciar.


Tudo tão extraordinário. Durante a viagem, se desmantelaram os comportamentos que nos levam para uma reação protetiva.

Aqueles medos que enfrentamos quotidianamente quando nos percebemos como pessoas únicas, fora dos padrões determinados pela sociedade binária.

Um medo que nos leva a ocupar o espaço da agressividade, tendo como objetivo levantar as barreiras necessárias para bloquear a invasão do nosso ser por estes padrões sociais tão fortes e excludentes. Ou ainda, polarizar e se posicionar como defensor de uma única verdade.

Pertencer impõe, na maioria das vezes, o cumprimento de premissas ditadas pelo grupo. Mesmo se este grupo é apenas um par!

A necessidade de preservarmos nossa essência para garantir nossa existência, nos transporta para a luta que busca nos libertar destas imposições. É uma luta constante, entre a vontade genuína de pertencer e a preservação da essência do ser, essência tão vital para nossa felicidade.


Quando passamos a vida com a sensação de estar quase sempre andando na contramão, criamos este hábito, cremos que esta é a única salvação. E, é aí que mora outro grande perigo. Nesta luta, também podemos ferir nossa essência ao afastarmos as pessoas que nos atraem verdadeiramente.

Por medo, as rotulamos como pertencentes aos grupos que ativam nosso coração peludo. Por medo da rejeição, que imaginamos certeira, nós, pessoas que odiamos ser rotuladas, rotulamos.

Vulnerabilidade é uma chave

No planeta JOVER GUERHARD, somos incentivados a sentir nossos medos de forma holística, integrando o mental, o físico e o espiritual. Este sentir integral oferta um presente magnifico: a capacidade de perceber as outras pessoas por meio da convivência, deixando a relação fluir, sem interpretar e rotular.


A mágica é perfeita! Passamos minutos intensos com nosso olhar penetrando nossas almas, sem querer definir quem é aquela pessoa. Sem medo de ir descobrindo aos poucos. Compreendemo-nos por meio das emoções. Sentimos o que dizemos.

Em JOVER GUERHARD, nos entendemos como seres únicos e nos respeitamos. Vivenciamos experiências nunca antes experimentadas. A conexão da alma é o vetor essencial para descobrir a outra pessoa. Esta possibilidade nos ensina que é necessário sair da etiquetação em função de um dos coletivos ao qual alguém pertence. Se é branco é racista, se é homem é machista, se é mulher e feminina é burra, se é capitalista é explorador, se é mulher e tem prazer é puta, se é homem com feminino apurado é gay, se é gay é pervertido, se é mulher inteligente é frustrada, se é pessoa preta..., e tantos outros rótulos.


Deixamos fluir nossa unicidade e nos tornamos rapidamente pessoas deliciosamente surpreendidas com o sentimento de confiança. Finalmente, acolhemos o medo que se relaciona com a grande dúvida sobre nossa habilidade de perceber um perigo real. Nos aconchegamos na certeza de nos reconhecermos capazes de acionar nossa proteção somente se for realmente necessário. Deixamos de lado as amarras impeditivas. Fortalecemos a empatia por meio da confiança na vontade de nos tornarmos pessoas melhores para nós mesmas e para todas.


Talentos sao bem vindos!

Temos um privilégio que ajuda a fazer rapidamente nosso alinhamento com o planeta JOVER GUERHARD. Sabemos colocar nosso ecletismo e abrangência de lugares experimentados em favor da nossa abertura para dificultar qualquer rotulação. Também nos permitimos utilizar sagazmente nossa inteligência de pesquisadores, o que facilita a tarefa de perceber que qualquer pessoa deixa pouco espaço para rotulação. Quando parece ser de um grupo, vem nova informação que abala a confirmação da hipótese. Assim, ela pode ser de qualquer grupo, inclusive do assustador e suposto grupo poderoso e opressor. Ou ainda arrogante e privilegiada, ou de um grupo radical, ativista. Impossível enquadrar, são pessoas altamente diversificadas.

Sem seremos capazes de realmente dar uma etiqueta uma para a outra, fica deliciosamente difícil inventar razões para desconfiar e imaginar formas de rejeição protetiva.

Este estado de confiança mútua e genuína, facilita a vivência dos sentimentos que nos definem como pessoas “encontradamente” apaixonadas por se relacionar. Uma conexão na qual a relação do dar e receber encontra o equilíbrio saudável em todos os sentidos. As pessoas abandonam as projeções e amam umas as outras como são. Uma certeza de que concessões e ajustes podem ser feitos sem ferir as essências.

Inexiste expectativas que constroem um ser humano correspondendo aos nossos ideais. Descobrimos a outra pessoa ao invés de querer transformá-la em um ser idealizado. A química vai naturalmente se construindo.

Em JOVER GUERHARD, vivemos de uma forma na qual sentimos a outra pessoa com todo seu poder de ser, e toda sua energia. Uma completude tal que nos permite viver como pessoas transportadas para o mundo sensível, por efeito de exaltação mística e de sentimentos intensos de alegria, prazer, admiração. Um envolvimento no qual fica impossível distinguir o encontro dos corpos, das mentes e das almas.

Somos pessoas inteiras incrivelmente conectadas umas com as outras. Somos capazes de dar e receber cuidados. Sentimos prazer ao receber carinho e nos deixamos viver o ápice existencial física e emocionalmente. Neste planeta amar é bom e traz felicidade.

O Planeta JOVER GUERHARD foi idealizado e inicializado pela #MusaAlpha e pelo Deus do Amor.

Ele é fruto de muita dedicação de ambas as partes para criar um espaço de segurança psicológica, abertura e generosidade que estimula nas pessoas a dialogarem com a humildade necessária para vivenciar as incertezas com coragem!
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