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Resiliência: Leveza? Doçura?

September 18, 2015

 

Nos anos 80 conheci uma jovem mulher com um olhar intrigante. Aqueles olhos diziam tanto. Enviavam, ao mesmo tempo, uma mensagem com profundidade, ternura e coragem. Questionava-me, sempre que a via, qual seria sua história, mas era muito tímida e nunca perguntei. Deduzi uma explicação: deve ser uma mulher que já teve muitas aventuras, muito altos e baixos, com diversas experiências. De alguma forma, ela, sem saber, influenciou minha vida. Eu vivi querendo existir, me jogando em experiências lindas e variadas!

 

O que eu mais gostava neste olhar era simultaneamente ver fogo e calma. Era uma mulher que transmitia a dualidade integrada. Tudo nela encontrava espaço, ela era E ao invés de OU. Isso me deixou fascinada. Muitos anos mais tarde fui entender que este olhar traduzia, no meu entender, o  significado de resiliência.

 

Inspirada por esta linda mulher, parti para a vida aos 20 anos querendo passar por muitas experiências, aprender a cair e levantar.  Posso dizer que me dei a oportunidade de viver muitas vidas. Levei muitos tombos e sempre levantei mais forte, com mais coragem de seguir, querendo novas experiências e utilizando meus medos como alavanca para saltar mais alto. Senti raiva, ódio, tristeza, mágoa, traição, paixão, amor... criei vínculos, me desapeguei. Aprendi a cada tombo e nunca deixei de tentar outa vez com um novo olhar.

 

No entanto, há muito pouco tempo, percebi e senti o que mais me atraiu naquele olhar: a leveza e a doçura! Neste momento, entendi que eu não estava tendo resiliência, pois permanecia criando um personagem durão, tipo caio e levanto sem dor! Mentira. A dor de cada tombo estava lá.

Precisava aceitá-la para deixar fluir minha doçura que também estava toda ali. Descobri isso num curso de teatro, nas improvisações com uma atriz sueca que não cansava de me dizer: como seu olhar transmite ternura , “tu est tellement douce”! Depois disso, a minha barreira caiu!

 

Resiliência é justamente cair e levantar, passar pelos tormentos da vida sem perder a ternura de ser. Como na dança, nos movimentos que nos levam ao solo, temos que ter força em cada músculo para levantar e leveza na alma para ressurgir nas pontas dos dedos como tradução da leveza do ser!

E você, como sente a resiliência?

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