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Multinacional “is bad”! Startup “is good”! Será?

July 15, 2016

Este mês comecei a lecionar um módulo de autoconhecimento e sustentabilidade em um curso de pós graduação. Fiz esta proposta de curso porque acredito que o desenvolvimento sustentável exige uma quebra de paradigmas que as pessoas podem alcançar por meio do autoconhecimento. Para implementar um negócio respeitando as dimensões do desenvolvimento sustentável é imprescindível ser um “indivíduo sustentável”.

 

Um indivíduo que não cuida de si nem das pessoas de sua entourage, como por exemplo, família, amigos e colaboradores, não está se comportando de maneira sustentável naquilo que é a base das interações com o universo: a vida de cada ser humano e o cuidado com o desenvolvimento individual. Meu propósito como educadora, coach, mentora e palestrante é contribuir com a construção de uma liderança sustentável e globalmente responsável. Como muito bem descreve oGlobal Responsible Leadership Initiative: “Somos parte de uma rede de relacionamentos e nossa missão é interligar arranjos e sistemas interdependentes. Nascemos incompletos e inacabados. O indivíduo humano é único e singular. Precisamos uns dos outros para sermos melhores. Pessoas são pessoas apenas na medida em que se comportem como tal em suas interações.”

 

Qualquer pessoa que possa influenciar outras, que tenha talento para motivar pessoas a seguirem consigo e levá-las a trabalharem juntas por um objetivo comum estão assumindo posição de liderança. Se estas pessoas não utilizam seus talentos para construírem algo melhor para sua entourage, podem fazer muito mal. Também incluo aqui aquelas pessoas que só tem lábia e na verdade trocam constantemente de ideias e projetos criando a falsa impressão de serem líderes. Estes acabam largando muitos desiludidos no meio do caminho. Talento para liderar é um dom que pode fazer muito mal se não for bem direcionado. Marcus Buckingham em seu livro Descubra seus Pontos Fortes descreve isto muito bem :"Os dons (talentos naturais), assim como a inteligência, são independentes de todo sistema de valores: eles podem servir qualquer valor, positivamente ou negativamente. Se você quer mudar sua vida para permitir às outras pessoas de se beneficiarem de um dos seus dons, mude seus valores. Não perca tempo tentando mudar seus dons.” 

 

Histórias nada “cor de rosa” vividas por dois coachees que são protagonistas na busca de novas experiências para habitarem seus sonhos acrescentaram uma nova meta em meu propósito: além de desenvolver uma liderança sustentável é preciso denunciar o que não é sustentável. Quando encontrei a declaração daRaissa Klain Belchior, ex-surfista de onda de startup, relatando mais uma experiência de jovem que entrou numa fria com empregadores de startup, decidi que era fundamental escrever estas linhas para alertar os sonhadores sobre a necessidade de adotar sempre uma atitude aberta: duvidar, criticar, analisar para agir evitando grandes riscos. Nada mais decepcionante profissionalmente do que entrar de cabeça numa aventura acreditando que estamos com pessoas sustentáveis e nos descobrirmos iludidos por pessoas que se mascaram como tais só para explorarem o protagonismo dos que sonham.

 

Pessoas que criam negócios na “crista da onda”, ditos modernos, negócios “da hora” ou que tem como mercado um produto sustentável não são sinônimo de pessoas “legais”, pessoas do bem! Ter um produto sustentável não significa ser um “Indivíduo Sustentável”! Criar uma startup também não significa que o cara que a desenvolveu é um “ser sustentável”. Tem muito cara que se acha “Fodão”, como diz Raissa, e cria startup para alimentar seu ego e ganhar muita grana em cima dos outros!

 

O desenvolvimento sustentável implica várias dimensões. Um negócio sustentável vai muito além da proposta de um produto dito verde. A dimensão social do desenvolvimento sustentável significa que o negócio deve no mínimo ser socialmente justo, se preocupando com o estabelecimento de ações justas para todos stakeholders, e isto inclui seus colaboradores, seus parceiros e a sociedade.

 

Esta declaração da Raissa que encontrei durante minha pesquisa me leva a gritar forte uma frase de Martin Luther King que me direciona na vida desde pequena: “o que me preocupa não é o grito dos maus; é o silêncio dos bons.” Como diz a Raissa “Precisamos falar sobre isso ».

 

Cuidem-se! Prestem atenção! Antes de aceitar qualquer convite para trabalhar em qualquer empresa pesquise a história dela, veja quem são os sócios, quem é o CEO! Pesquise no Google e nas redes sociais. Busque informações nos sites do sistema jurídico brasileiro para identificar processos contra os sócios. Tem-se hoje muita informação disponível, sirvam-se delas! Não se fiem cegamente nas pessoas indicadas pelas suas relações. Garanto, nem sempre sabemos por quem somos rodeados. Muitos tem um talento ímpar para mostrarem uma falsa face. Não se deixe iludir por crenças banais do tipo: multinacional “is bad”! startup “is good”! 

 

Parabéns Raissa pela coragem! Digo sempre: se ninguém calar, o mundo muda, fica melhor e mais justo para todos.

 

 

 

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