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PROTAGONISMO E CONFIANÇA NAS RELAÇÕES

 

Diante de um desafio pode existir uma relação estreita entre a confiança que você deposita em uma pessoa e a adoção de uma atitude protagonista ou um posicionamento de vítima buscando auto-proteção.

 

Nos vemos diante desta escolha na vida pessoal, no mundo das parcerias entre empreendedores individuais, no meio corporativo e acadêmico. Nossa vida é feita de relações e a escolha pelo protagonismo pode se estabelecer em função das situações que vivemos e das pessoas que elas implicam.

 

Controlar os acontecimentos é uma ilusão. No entanto, assumir uma atitude protagonista nos devolve o poder de influenciar o rumo de uma situação. Sou destas pessoas que prefere decidir para onde vai, vitimização não é uma escolha natural no meu repertório.

 

Vale lembrar que ao se assumir o posicionamento de vítima, partimos de uma crença na qual todos são responsáveis pelos acontecimentos, exceto nós mesmos. Inclusive as entidades como, por exemplo, o trânsito, a chuva e o governo assumem grande responsabilidade e poder.

 

Sendo este tema, para mim, de suma importância ele faz parte dos cursos que leciono. Desta forma, abro a porta para questões cada vez mais interessantes.

 

Convido vocês a refletirem comigo sobre uma delas: qual o limite entre o que é ser protagonista e o que seria ser instrumentalizado?

 

Minha reflexão se orientou para a confiança nas relações. Agir como protagonista exige uma sensibilidade aguçada de escuta do seu coração e de sua intuição. Isso pode implicar o desenvolvimento da capacidade de visualizar claramente a diferença entre ser instrumento dos objetivos de um terceiro de má fé, consciente ou não. A capacidade de relacionar fatos, situações e montar rapidamente as cadeias é fundamental.

 

Protagonismo é chamar para si a responsabilidade, mas também entender o que veio de fora.

 

E isto aprendemos no dia a dia. Quanto mais assumimos o protagonismo, mais nos tornamos experientes nesta questão.

 

Pensando praticamente. Vejamos o caso de uma pessoa que se permite de não fornecer uma resposta sobre um assunto do qual ela faz parte, ou melhor ainda, no qual ela é uma das pessoas chave para o avanço do projeto. É preciso assumir o protagonismo para fazer a leitura do que não está colocado na mesa.

 

Existem várias possibilidades. Ela é desorganizada e não vence a leitura de seus e-mails nem das ferramentas tipo whatsapp, slack, messanger. Ela também pode atribuir mais importância para outro projeto naquele momento. Ou ainda, pode estar se servindo da não resposta para evitar uma situação de conflito causado por interesses divergentes. Esta lista poderia ser infinita, basta sentar no lugar do outro e começar a imaginar.

 

É neste momento que a confiança entra em jogo e junto com ela sua capacidade de perceber as pessoas. Viver as interpretações da lista acima não leva a lugar nenhum. Certas situações podem requisitar uma certa astúcia no exercício do protagonismo a fim de evitar um suicídio profissional ou uma ruptura relacional.

 

A maneira mais simples e mais saudável é enfrentar a situação de frente e explicar o quanto esta atitude de não resposta o fere e causa danos na sua entrega com prejuízos, muitas vezes, financeiros. Identificar os valores que esta atitude fere em você pode permitir ao outro uma reflexão provocando um entendimento mútuo da situação.

 

Para ir ainda mais longe, você pode oferecer como isso impacta seus sentimentos. Buscar a visão de ambos é fundamental para o desenvolvimento pessoal. Se a relação for saudável, cada um dará um passo em direção ao outro.

 

Óbvio, nem sempre acertamos. Algumas decepções fazem parte do caminho. Sem esses erros e acertos não desenvolvemos nossa intuição.

 

Fica aqui mais um convite para sair do seu lugar de observação e entrar nesta posição privilegiada do outro que permite entender melhor ao invés de ficar interpretando, julgando e punindo. Mesmo se encontramos pessoas que utilizam de vários artifícios para esconderem seus medos e suas verdadeiras intenções, se lançar ainda é a melhor maneira.

 

Um dos filmes que explora este tema de maneira brilhante é "O Terminal" dirigido por Steven Spielberg e estrelado por Tom Hanks. No seu caminho você identificará certamente relações não saudáveis e para sair delas você vai precisar assumir todo seu protagonismo. Caso contrário, se tornará vítima de você mesmo e do seu algoz.

 

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